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Tio Douglas se diz “espantado” e promete ir à Justiça por cadeira na Câmara.


Vereador terá que deixar legislativo. Foto: CML/Imprensa/ Devanir Parra


O vereador Tio Douglas (PTB) se disse “espantado” com a decisão da Procuradoria Jurídica da Câmara, que informou que com o retorno de Rony Alves (PTB) ao legislativo, previsto para quinta-feira (3), ele deverá deixar a Casa, com Jamil Janene (PP) mantendo a cadeira.


Janene, que fez 2.194 votos nas eleições de 2016, assumiu o cargo como 2º suplente do vereador eleito Fernando Madureira, que foi para a presidência da Fundação de Esportes de Londrina (FEL). Quem deveria assumir a vaga, na época, seria Tio Douglas, 1º suplente com 2.845 votos, entretanto, ele também se licenciou do cargo para assumir a superintendência da Acesf, retornando no ano passado, após deflagração da operação ZR3.


“Essa decisão (da procuradoria) me espantou, porque temos toda a questão legal e de Constituição Federal, Tribunal Eleitoral. A decisão vai contra as eleições, porque existe o princípio da isonomia do voto”. TIO DOUGLAS

Douglas Pereira informou que até o início da manhã desta quarta-feira (2) ainda não havia sido notificado sobre a deliberação do jurídico da Câmara. Por isso, ele disse que iria procurar à Casa. “Fiquei sabendo via redes sociais e imprensa sobre a decisão da procuradoria”, destacou.

Ele ainda prometeu procurar a Justiça para tentar reverter a decisão e garantir uma cadeira no legislativo londrinense. Antes, irá se reunir com seus advogados.


“Vamos provocar o judiciário. Penso que é preciso ter respaldo do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para que tenham convicção que nosso pleito será almejado. Muitos falam que não poderia ter assumido a Acesf, porém, para mim foi uma oportunidade única e se tivesse algum impedimento não teria sido convocado para assumir quando ocorreu a questão da ZR3”.

Tio Douglas negou que com o imbróglio irá “comprar briga” com os companheiros de legislatura, entretanto, reconheceu que existe desgaste. “Colocamos nosso nome para servir e, infelizmente, enquanto tivermos essa briga que é política, deixamos de discutir a sociedade. O que me dá tranquilidade é minha autonomia perante o voto em diversas questões”.


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