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Passageiro contagiado com variante indiana passou por três cidades no Brasil

  • Morador de Campos dos Goytacazes saiu da Índia e passou por três cidades no Brasil

  • Adolfo Lutz confirmou que se trata da variante indiana do coronavírus

  • Ele pôde embarcar de SP para o RJ mesmo sem o resultado do exame RT-PCR



Um morador de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, saiu da Índia e chegou em São Paulo na manhã do último sábado. De São Paulo, ele viajou para o Rio de Janeiro, onde ficou durante uma noite, em um hotel ao lado do Aeroporto Santos Dumont. No dia seguinte, ele foi de carro para sua cidade natal. As informações são do jornal O Globo.

Na segunda-feira (24), o homem, com suspeita de estar contagiado com a variante indiana do coronavírus, voltou à capital fluminense para se isolar. Ele passou por três cidades e teve contato com dezenas de pessoas.

Segundo o jornal O Globo, isso aconteceu porque ele fez um exame RT-PCR no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O problema é que ele foi autorizado a embarcar no voo até o Rio de Janeiro antes de o resultado do teste ficar pronto. O resultado positivo só foi contatado quando ele estava na capital carioca.

Leia também

Segunda colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira (26), o Instituto Adolfo Lutz, da Secretaria de Saúde de São Paulo, confirmou que se trata de um caso da variante B.1.617.2, da Índia. Ele já foi informado pela Anvisa sobre a confirmação. “O órgão federal informou a pasta estadual sobre o caso positivo quando o passageiro já havia embarcado em voo doméstico para o Rio de Janeiro. A amostra positiva foi enviada ao Lutz e o sequenciamento finalizado nesta quarta-feira (26)”, afirmou a agência.

O passageiro tinha feito um exame 72 horas antes de embarcar na Índia e o resultado havia sido negativo. No Brasil, ele procurou autoridades sanitárias para relatar que se sentia mal. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio, a informação chegou no domingo, por meio do Centro de Informações Estratégias de Vigilância em Saúde de São Paulo.

qua., 26 de maio de 2021 10:41 AM·5 minuto de leitura

Variante indiana do coronavírus é mais contagiosa que outras cepas (Imagem: Getty Images)

  • Morador de Campos dos Goytacazes saiu da Índia e passou por três cidades no Brasil

  • Adolfo Lutz confirmou que se trata da variante indiana do coronavírus

  • Ele pôde embarcar de SP para o RJ mesmo sem o resultado do exame RT-PCR

Um morador de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, saiu da Índia e chegou em São Paulo na manhã do último sábado. De São Paulo, ele viajou para o Rio de Janeiro, onde ficou durante uma noite, em um hotel ao lado do Aeroporto Santos Dumont. No dia seguinte, ele foi de carro para sua cidade natal. As informações são do jornal O Globo. Na segunda-feira (24), o homem, com suspeita de estar contagiado com a variante indiana do coronavírus, voltou à capital fluminense para se isolar. Ele passou por três cidades e teve contato com dezenas de pessoas. Segundo o jornal O Globo, isso aconteceu porque ele fez um exame RT-PCR no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O problema é que ele foi autorizado a embarcar no voo até o Rio de Janeiro antes de o resultado do teste ficar pronto. O resultado positivo só foi contatado quando ele estava na capital carioca. Leia também

Segunda colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira (26), o Instituto Adolfo Lutz, da Secretaria de Saúde de São Paulo, confirmou que se trata de um caso da variante B.1.617.2, da Índia. Ele já foi informado pela Anvisa sobre a confirmação. “O órgão federal informou a pasta estadual sobre o caso positivo quando o passageiro já havia embarcado em voo doméstico para o Rio de Janeiro. A amostra positiva foi enviada ao Lutz e o sequenciamento finalizado nesta quarta-feira (26)”, afirmou a agência. O passageiro tinha feito um exame 72 horas antes de embarcar na Índia e o resultado havia sido negativo. No Brasil, ele procurou autoridades sanitárias para relatar que se sentia mal. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio, a informação chegou no domingo, por meio do Centro de Informações Estratégias de Vigilância em Saúde de São Paulo.

Desde que a informação chegou às autoridades, a Secretaria está monitorando todos os passageiros do voo. Eles foram orientados a fazerem isolamento por 14 dias. Variante indiana pelo mundo A variante indiana do coronavírus, a B.1.617, já foi oficialmente identificada em 49 países e 4 territórios. É o que mostra um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado nesta quarta-feira (26). Na semana passada, o boletim da OMS registrava 8 áreas a menos. O Brasil está entre os países que já confirmou oficialmente que houve infecção com a variante no país. Há, ainda, 7 locais em que a variante foi encontrada, mas as fontes são não oficiais. Isso elevaria o número para 60 territórios que já tem a cepa indiana do coronavírus. Entre essas estão China e Nova Zelândia, países referência no combate à covid-19. Casos da variante indiana no Brasil A Prefeitura de Juiz de Fora, em Minas Gerais, investiga o primeiro caso suspeito de infecção com a variante indiana do novo coronavírus, chamada de "B.1.617". As informações foram reveladas nesta terça-feira (25). De acordo com a Secretaria de Saúde do município, o paciente, que está internado e isolado na Santa Casa de Misericórdia da cidade, testou positivo para Covid-19 após voltar de uma viagem para a Índia. Outros 4 estados têm casos suspeitos da variante indiana da Covid-19 Além de Minas Gerais, no Brasil, há pelo menos outros quatro estados investigando casos da nova cepa. No último dia 20, a Secretaria de Saúde do Maranhão confirmou os primeiros casos da variante indiana do coronavírus no Brasil. Os infectados com a chamada "B.1.617.2" são tripulantes do navio MV Shandong da Zhi, que veio da África do Sul e está ancorado no litoral do estado nordestino. A pasta já havia informado que um indiano que estava na embarcação tinha sido hospitalizado e diagnosticado com Covid-19. Exames realizados nele e em outros cinco tripulantes confirmaram a contaminação pela variante da Índia — outros nove também testaram positivo, mas não foi possível determinar para qual variante. Menos de uma semana depois, ao menos quatro outros estados monitoram casos suspeitos da nova cepa. Agora, são ao menos cinco que investigam a doença:

  • Maranhão

  • Pará

  • Ceará

  • Rio de Janeiro

  • Minas Gerais

Preocupação com a variante indiana Por que a variante indiana preocupa e quais são os riscos? Em coletiva de imprensa, o diretor-geral do Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (Lacen-MA), Lídio Gonçalves, explicou que a variante indiana detectada no Maranhão é a B.1.617.2, uma das variações da cepa identificada pela primeira vez em dezembro na Índia. Segundo ele, a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificou como uma variante "de atenção", o que significa que está relacionada com maior capacidade de transmissão. Mas ele ressaltou que todos os tripulantes do navio ancorado em São Luís estão isolados e não foi identificada transmissão local. A variante indiana B.1.617 foi classificada pela OMS como uma "preocupação global" na semana passada. "O que há disponível de informação indica uma transmissibilidade acentuada", disse Maria Van Kerkhove, uma das principais autoridades técnicas da OMS em Covid-19, em coletiva no dia 10. Quais são os riscos da variante indiana? A análise genética revelou que essa variação apresenta mutações importantes nos genes que codificam a espícula, a proteína que fica na superfície do vírus e é responsável por se conectar aos receptores das células humanas e dar início à infecção. Ou seja, tudo indica que esses "aprimoramentos" genéticos melhoram a capacidade de transmissão do vírus e permitem que ele consiga invadir nosso organismo com mais facilidade. Vacinas funcionam contra a variante? Segundo Gonçalves, os estudos preliminares mostram que as vacinas funcionam contra essa variante, mas ainda são necessários mais dados para se ter uma posição definitiva sobre a eficácia dos imunizantes contra a cepa indiana. Quais cuidados devemos tomar? O diretor do Lacen-MA explicou que a variante indiana segue "basicamente" o padrão das outras variantes de preocupação que existem, como a P1, que circula largamente no Brasil. As medidas centrais de proteção continuam sendo as mesmas. O superintendente de Vigilância Sanitária do Maranhão, Edmilson Diniz, destacou a importância de se manter o uso de máscara, higienização das mãos, etiqueta respiratória, higienização de superfícies, distanciamento social e evitar aglomerações.

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