• Redação Portal Povo

GESTÃO DE MARCELO BELINATI BATE RECORD COM 44 MIL LONDRINENSES EM EXTREMA POBREZA


Pobreza em Londrina: Mais de 44 mil habitantes vivem em miséria - Foto: Arquivo



Dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostram que entre 2017 e 2019, 8,45% da população de Londrina, portanto 44 mil pessoas, passou a viver na extrema pobreza. A cidade também registrou redução de 1,87% no índice de evolução de empregos formais, mas apresentou leve crescimento na renda per capita.


O relatório bi-anual foi divulgado nesta quinta-feira pela CNM com o objetivo de mostrar o que mudou nas cidades brasileiras nos últimos anos.


Os relatório de Londrina também apresenta um crescimento tímido da cidade no Índice de Desenvolvimento Médio para 0,620. A média do Paraná é de 0,549.


Em um comparativo com Maringá, cidade de porte equivalente na mesma região, Londrina apresentou retração econômica e viu a cidade vizinha superá-la em dados como o PIB per-capita e o crescimento industrial. Enquanto Londrina a média é de R$ 33,7 mil, em Maringá esse índice chegou a R$ 39,9 mil.


Na relação do crescimento industrial, entre 2017 e 2019 Londrina perdeu praticamente 100% de suas empresas exportadoras. A retração foi de quase 8% em relação a 2017. Atualmente a cidade tem índice de -1 para a exportação, isso significa que, empresas deixaram a cidade e se instalaram em outros locais.


VARIAÇÕES POSITIVAS


Apesar do índice, o CNM considera que os avanços são pequenos diante do que seria o ideal. Londrina apresenta índice de evolução de apenas 2%, enquanto em 2016, a cidade tinha pontuação em menos 4 pontos – o que significava que a situação fiscal do município poderia colapsar e que serviços essenciais corriam risco de não serem oferecidos.


INFRAESTRUTURA


Nesse quesito, Londrina apresentou leve evolução de 0,5%. Em avaliação geral, Londrina pontua com 1,46 diante de 2,43 pontos de Maringá – considerado elevado para o porte da cidade. O principal argumento para o resultado de Londrina é a falta de um polo industrial diversificado e o baixo investimento estrutural – como por exemplo o Contorno Norte, que elevaria a cidade a outro patamar econômico.