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Etnias indígenas compõem a riqueza cultural dos 31 anos do Tocantins; veja a história e tradição de

No aniversário de 31 anos do Tocantins, o G1 preparou uma reportagem especial e traz os detalhes sobre cada etnia. Muitos dos povos ainda sobrevivem da caça, pesca e agricultura.


Índios Karajá Xambioá do Tocantins — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil




A tradição dos rituais, a diversidade das pinturas pelo corpo, a riqueza do artesanato, a caça e a pesca para subsistência. Cada uma das oito etnias indígenas que vivem no Tocantins tem uma peculiaridade, uma história, um costume. Em 1988, quando o estado ganhava a sua emancipação, a maioria dos povos já havia se instalado aqui desde a colonização e se perpetuou no território tocantinense. São aproximadamente 13.171 pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, último censo que informa sobre esses dados.


No Tocantins, são oito etnias existentes: Karajá, Xambioá, Javaé, Xerente, Krahô, Krahô Kanela, Apinajé e Avá-Canoeiro. Esses povos estão situados em diferentes regiões tocantinenses nas terras indígenas oficialmente demarcadas.



Indígena Iawí Avá-Canoeiro, sobrevivente de massacre contra etnia avá-canoeiro, morreu em Goiás no ano de 2017 — Foto: Reprodução/TV Anhanguera



Avá-Canoeiro


Os Avá-Canoeiro ocupavam, desde o século XVII a região do Rio Tocantins e depois migraram para o Rio Araguaia. Desde então, começaram a ser perseguidos por fazendeiros da região. A história é marcada pelo extermínio quase total do povo.


"Esse povo tem uma história extremamente traumática, dolorida, sofreu genocídio, perdeu o seu território. Foi tão violento que dividiu o povo, tem parte deles que estão na Ilha do Bananal e parte na região de Minaçu (GO). No Tocantins tem um grupo pequeno que vive junto com o Javaé e eles foram casando, casamento interétnicos. Mas é um povo que resiste, quase nem falam português, como forma de resistência para se manter, resistência como estratégia extremamente fabulosa, algo que só os sábios conseguem", explica a professora doutora da Universidade Federal do Tocantins Noeci Carvalho Messias.


Segundo Noeci, o grupo de Goiás já foi impactado duas vezes por hidrelétricas, a primeira com a construção da da Serra da Mesa e depois da Cana Brava. "O povo foi ficando espremido, foi expulso do território tradicional e assim, é um povo que, lamentavelmente, está praticamente extinto".


Em outubro do ano passado, a justiça Federal no Tocantins deu prazo de um ano para que a Fundação Nacional do Índio ( Funai) terminasse a demarcação da terra indígena Taego Ãwa, onde vive o grupo da etnia Avá-Canoeiro do Rio Araguaia. O processo começou em 2012, quando a área foi delimitada.


A terra reivindicada pelos indígenas fica no território de Formoso do Araguaia, próximo a Ilha do Bananal. O grupo tem cerca de 28 indígenas e é de recente contato com a sociedade e considerado fragilizado.


Em 2017, o indígena Iawí Avá-Canoeiro, de 56 anos, considerando símbolo de um massacre que dizimou quase todo o povo em disputas de terras com fazendeiros e resistência contra colonização, morreu no Hospital Araújo Jorge, em Goiânia. Naquela época, após a morte dele, existiam apenas 8 indígenas da etnia Avá Canoeiro, vivendo em uma reserva em Minaçu, no norte de Goiás. Iawí foi vítima de um linfoma metastático.

Os conflitos que começaram no século XVII perduraram até a o final da década de 1960. Apenas Iawí, a esposa, a matriarca e mais uma integrante sobreviveram. Por mais de dez anos, eles viveram escondidos em cavernas até serem acolhidos pela Fundação Nacional do Índio (Funai), que destinou uma reserva para eles viverem em Goiás.


"Talvez os maiores desafios que os povos enfrentam hoje é com relação aos seus territórios, que são invadidos, são ocupados, são desrespeitados, são vilipendiados e estão vivendo um momento político no Brasil extremamente afrontoso e violento com os povos indígenas, que acirram os preconceitos. A questão da doença, de saneamento básico. Eles estão sempre lutando e criando estratégias para sobreviver. Não é à toa que eles estão aí até hoje, prova de muita sabedoria e muita resistência. Criam as mais variadas e sábias estratégias de resistência, de lutar por mais de 500 anos contra o preconceito, as discriminações, as mais variadas formas de violência", argumenta a professora.


Povo Apinajé vive no norte do Tocantins — Foto: Auro Giuliano/Governo do Estado



Apinajé


O povo Apinajé pertence ao tronco linguístico Macro-Jê - que juntamente com o Tupi formam os dois grandes troncos de línguas indígenas no Brasil. Em 2010, a população estimada era de 1.847 indígenas, segundo informações divulgadas pelo governo. A terra pertencente a esse povo faz fronteira com os municípios de Tocantinópolis e Maurilândia, Cachoeirinha e Lagoa de São Bento.


Sobrevivência: os indígenas dessa etnia sobrevivem da agricultura de subsistência, da caça e da coleta de babaçu – do qual extraem o óleo das amêndoas e aproveitam a palha para fabricar utensílios domésticos e fazer as coberturas de suas casas. As cascas do babaçu são utilizadas como lenha para cozinhar. Também produzem artesanato de sementes.


Davi Wamimen Chavito Apinajé vive em uma aldeia localizada em Tocantinópolis, norte do estado. Ele é gestor de uma escola e conta que o povo mantém muitas das tradições e rituais repassados de geração a geração.


"A gente tem grandes histórias, parte da nossa cultura se mantém de geração a geração. Tem o ritual da festa da Tora Grande, dentro dela tem o batismo, corrida de flecha, corrida da tora, tem cerimônias. Tudo isso faz parte da nossa tradição. O povo Apinajé do Tocantins mantém a língua do Macro-Jê, consideramos a língua portuguesa como a segunda língua".

A maioria das famílias vive do plantio de mandioca, arroz e milho, Além disso, se alimentam a partir da caça e da pesca, mas enfrentam muitos desafios.


"Atualmente a gente vem sofrendo bastante com a questão da invasão. O trabalho de pesca e caça vem diminuindo bastante por causa disso. Algumas famílias que trabalham na escola, como eu, recebem benefícios do Estado e algumas famílias ganham benefícios sociais, bolsa família. Alguns são aposentados, recebem auxílio doença. Mas a grande maioria ainda mantém a sobrevivência através da roça tradicional. A gente vive a 20 km de Tocantinópolis, onde a gente faz compras, a gente faz articulações, faz necessidades", disse ele.


Indígena da etnia Karajá — Foto: Emerson Silva/Governo do Tocantins



Indígenas da etnia Karajá fazem ritual na Ilha do Bananal — Foto: Wilma Araújo/Governo do Tocantins


Karajá


Diz a lenda, que o povo Inã veio do fundo do rio. Se isso realmente é verdade, os Inã não largaram as raízes. Eles vivem na Ilha do Bananal, considerada a maior ilha fluvial do mundo, localizada entre os rios Tocantins e Araguaia. Também pertencem ao tronco linguístico Macro-Jê. A população estimada em 2010 era de 3.198 indígenas.


Sobrevivência: Praticamente vivem do extrativismo, coleta de frutos do cerrado e da pesca.


Os Karajá podem estar um pouco distantes, mas não isolados. Em quase toda casa, seja de alvenaria, ou uma oca de palha, tem uma antena parabólica. Mas eles seguem escrevendo a história no próprio corpo deles, com tinta a base de semente de jenipapo.


Bonecas feitas pelo povo Karajá — Foto: Emerson Silva/Governo do Tocantins



A lenda do parto da onça contada por bonecas ritxoko — Foto: Bernardo Gravito/G1



Bonecas Ritxòkò: é uma arte feita pelos Karajá a partir de cerâmica. As bonecas são consideradas patrimônio nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Elas retratam cenas do cotidiano do povo, como o parto, a morte, a caça e outros ciclos rituais do povo.


Esse povo destaca-se pela riqueza do artesanato, difundidos na arte plumária e nas pinturas corporais, que representam figuras de animais, pássaros, répteis e peixes e ganham destaque nas festas, rituais e nos artefatos cerâmicos.


Parte do ritual Hetohoky em aldeia Karajá — Foto: Idjawala Karajá/Divulgação



"Os povos têm muitas festas para celebrar a vida, para celebrar a colheita, isso são traços da cultura e identidade. E uma festa nunca é igual [em todas as etnias], é dinâmica. Os Karajá fazem sempre a auranã, hetohoky, festas grandes, preparadas com muito rigor, muitos saberes", contou a professora Noeci.

A festa Hetohoky significa festa da casa grande. O ritual simboliza a passagem dos meninos para a idade adulta. Durante o ritual, os jovens que estão se tornando adultos passam um período dentro de uma grande casa construída para a festa. Nessa casa, os seres místicos vão colaborar com os pajés para tornar o novo adulto um Inã, que saiba caçar, pescar e cuidar da casa de aruanã.


Indígenas Javaé durante ritual em aldeia — Foto: Divulgação/Fundação Cultural do Tocantins



Javaé


É também na Ilha do Bananal que os Javaé mantêm as suas tradições. Eles se autodenominam Iny. O Povo Iny fala a mesma língua, possui os mesmos costumes e se identificam uns com os outros como parentes. Embora geograficamente separados, pertencem aos mesmos antepassados.


Habitam nas barrancas da margem esquerda do rio Javaé e somam uma população de 1.456 pessoas, distribuídas em mais de oito aldeias. No município de Formoso do Araguaia, eles fazem seus contatos interculturais com os não indígenas.


Sobrevivência: A pesca sempre foi a principal fonte e base alimentar do povo Javaé. Os indígenas pescam em lagos e rios no período da seca. Nos períodos chuvosos, alimentam-se da caça e dos produtos agrícolas cultivados no período seco e da aquisição de gêneros alimentícios e outros nas cidades próximas.


"Os povos que vivem na ilha pescam muito, tem o rio Araguaia, o rio Javaés, que tem peixes, tem tucunaré, pirarucu. Praticam vários rituais, eles têm algo extremamente fantástico que são suas religiosidades, expressadas nos mais variados rituais", explicou a doutora Noeci.

Indígenas Karajá Xambioá — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Karajá Xambioá


Os Karajá do Norte, mais conhecidos como Xambioá, possuem a mesma origem do povo Iny. Suas terras estão localizadas na região de Santa Fé do Araguaia, às margens do rio Araguaia, na fronteira com o estado do Pará.


Segundo o indígena Indionor Pereira de Lima Guarani, há aproximadamente 600 pessoas distribuídas em cinco comunidades: as aldeias Xambioá, considerada a mais antiga, kurehe, Wary lyty, Hawa Tymyra, e a Manoel Achurê, a mais recente fundada no ano passado.


Indionor mora na aldeia Hawa Tymyra. Em 2007 saiu da comunidade para cursar matemática na Universidade Federal de Goiás. Ele se formou, fez pós-graduação em gestão pedagógica na mesma universidade e voltou para a aldeia, onde dá aula. Na visão dele, a modernidade tem influenciado a geração mais nova.



Indionor Guarani [à esq] na aldeia localizada ao norte do Tocantins — Foto: Divulgação



"Tradicionalmente são pescadores, mas nos últimos anos isso tem dado uma recaída, em função da modernidade, do capitalismo e da chegada de forma descontrolada do homem branco. Com ele, leva seus costumes, sua forma de vida e a a população indígena acaba de certa forma, se adequando a essas modernidades. Mas o povo ainda mantém aspectos culturais. Temos duas festas culturais por ano, a Festa da Tartaruga e a Festa do Peixe", disse ele.


Por causa do contato com a sociedade não indígena, esse povo acabou perdendo seu identificador natural, a língua materna de seus ancestrais.


"Os mais velhos falam ativamente e os mais jovens já não falam mais. Isso em função da chegada do homem branco que foi influenciando de forma negativa, nesse sentido, de falar a língua. Hoje a escola tem uma disciplina que é a língua materna, o professor trabalha com a língua, mas o jovem tem essa dificuldade em falar, os jovens aprenderam a cantar, dançar, fazer as pinturas. Mas na hora de falar mesmo, falam palavras soltas, pequenas frases, mas não falam fluentemente".


Indiornor diz que o desafio é lidar com a inserção das bebidas alcoólicas nas aldeias. "O desafio que enfrentamentos é esse, a entrada do não indígena de forma excessiva, levando bebidas alcoólicas e outros tipos de coisas que não são da cultura. A gente vem tentando neutralizar a entrada dessas coisas. E isso se torna uma preocupação para os mais velhos e lideranças".



Indígenas Krahô-Kanela vivem na Lagoa da Confusão — Foto: Aldemar Ribeiro/ATN

Krahô-Kanela


Receberam esse nome os descendentes do Krahô do Tocantins e o Kanela do Maranhão. O grupo era formado por 84 pessoas, segundo levantamento feito pelo governo em 2016. Os indígenas habitam a região centro-oeste do território tocantinense, conhecida como Mata Alagada, no município de Lagoa da Confusão.


Sobrevivência: Atualmente, o povo vive do cultivo de pequenas roças, criação de aves, porcos e de gado.


"Esse ano não deu para fazer a roça devido às queimadas. Os locais de fazer a roça foram todos queimados. Esse ano está meio difícil para o pessoal da nossa etnia. Mas o pessoal planta de tudo, mandioca, batata, banana, até o arroz, o feijão, o inhame, fava, melancia, abóbora, de tudo. O pessoal da prefeitura e outros órgãos que nos ajudam estão querendo fazer uma roça mecanizada, mas o pessoal não tem muito costume, mas vamos tentar esse ano para ver se consegue. Para nós, a roça é importante", contou o indígena Almir Hapory Matos Gomes Krahô Kanela, que vive com a mulher e os duas filhas, a 55 km de Lagoa da Confusão.


Almir vive da pesca e conta que alguns indígenas se dedicam a outras atividades, como a criação de gado. Na aldeia, os Krahô Kanela tentam não perder a tradição.


Esses indígenas migraram para o sul do Tocantins e ao final dos anos 1970, foram expulsos das terras. Um dos problemas enfrentados por eles é a demarcação das terras.


"Temos uma história muito longa, nós fomos expulsos pelos fazendeiros da nossa área. Há muito tempo tentamos adquirir essa área, não conseguimos tudo, nós estamos em um pedaço de terra, tem um restante para ser demarcado. Por causa disso, nosso pessoal sofreu muita discriminação e era obrigado a não falar a língua materna e a futura geração foi perdendo essa tradição", afirmou.

Hoje este povo busca uma retomada dos conhecimentos tradicionais e de sua cultura. Em 2015, foi criado um projeto de revitalização da língua materna desenvolvido pela Universidade Federal do Tocantins, juntamente com a Secretaria Estadual de Educação.


O objetivo é promover um intercâmbio cultural entre a etnia Krahô de Itacajá e os Krahôs-Kanela da Lagoa da Confusão. Duas vezes por ano, um grupo das duas etnias se alternavam para visitar uma aldeia do outro povo, para apreender a língua materna e os costumes e tradições culturais ancestrais.


"Tem coisas que a gente faz, nossas cantigas, nossas danças, mas não é 100%. A língua materna nós perdemos. Mas estamos fazendo intercâmbio com outros povos indígenas, com os Krahô. A gente está resgatando de novo, pelo menos a futura geração vai aprender alguma coisa", disse Almir.


Indígenas Krahô durante a corrida da tora — Foto: Emerson Silva/Governo do Tocantins


Indígenas da etnia Krahô, em Itacajá — Foto: Luciano Ribeiro/ATN


Krahô


Os indígenas dessa etnia pertencem ao tronco linguístico Macro-Jê e vivem nos municípios de Itacajá e Goiatins. Segundo a Funasa, em 2010, a população estimada era de 2.463 pessoas. Nas aldeias, as casas são construídas em formato circular entorno de um grande pátio vazio chamado de Ka, um espaço de convivência. No local são realizadas discussões da comunidade relacionadas às atividades que serão desenvolvidas.


No Ka também é realizada uma das festas mais tradicionais, a corrida de tora de buriti. A feira de troca de sementes é realizada todo ano entre o povo Krahô e outros povos.


Sobrevivência: cultivam roças tradicionais: milho, batatas, feijão e outros. Fabricam artesanato de sementes de frutos do cerrado, como pulseiras e colares de miçanga e tiririca e artefatos de palha.


Índios xerente, do Tocantins, fazem artesanato com capim dourado — Foto: Glauco Araújo/G1


Xerente


Os Xerente viviam nas terras secas da região Nordeste do país e na procura por água chegaram ao Tocantins, estado onde há abundância de mananciais. Os indígenas vivem em reservas no município de Tocantínia, a 70 km de Palmas, em uma área com mais de 180 mil hectares. A aldeia Salto é a maior da região. Segundo a Funasa, a estimativa da população em 2010 era de 3.017 pessoas.


O nome do povo foi dado por homens brancos. Para os indígenas, eles são "Akwe", que quer dizer "gente importante". A comunidade fala a língua "Macro-jê" e o português.


Os rituais ajudam a manter a identidade. O batismo é um dos principais. Os desenhos pelo corpo, colares, fitas, são tradições vivas da cultura. Durante a noite, o povo de se diverte ao som dos cânticos, embalados pelo ritmo do maraká. Há também a tradição do padi, a festa do tamanduá, um indicativo de que a natureza está sempre presente na vida Xerente. É lembrada de todas as maneiras com respeito e admiração. O esporte faz parte dessa grande festa, nas corridas, no cabo de guerra, no futebol e na corrida de tora. Em equipe, eles carregam um tronco de buriti pesando mais de 400 quilos, percorrendo dois quilômetros até o centro da aldeia.


Sobrevivência: Por sua localização, seu território encontra-se atualmente rodeado de projetos de grandes lavouras mecanizadas e outros empreendimentos, como barragens e usinas hidrelétricas, que causaram modificação no cotidiano do povo Xerente, tais como, mudanças nos hábitos alimentares e nas práticas socioculturais. Bastante hábeis na fabricação de artesanatos com a utilização da palha e fibra do babaçu e capim dourado, produzem desde ornamentos corporais utilizados em suas festas tradicionais, como também materiais a serem comercializados.


"Os Xerente vêm de lutas históricas, quando foi construída a hidrelétrica de Lajeado, teve a pesca afetada, a caça. A questão de prostituição, mais pessoas dentro da terra. Eles - e quase todos os povos - também encontram desafios com a questão de cursar a universidade. Eles lutam para ter acesso à universidade e acesso não é só entrar, é a permanência de ter um local para morar, os conflitos que vão se deparando, quando entram em uma universidade", afirmou a professora doutora.

Fonte: G1