• Redação Portal Povo

Doação de sangue deve ser realizada antes da vacinação contra sarampo

Recomendação é da secretaria de Saúde; objetivo é evitar uma baixa nos estoques que abastecem os hospitais


Recomendação é da secretaria de Saúde; objetivo é evitar uma baixa nos estoques que abastecem os hospitais


Recomendação é da secretaria de Saúde; objetivo é evitar uma baixa nos estoques que abastecem os hospitais, ocorre devido aos  casos que se espalham pelo país, principalmente no estado de São Paulo. O Paraná registrou o primeiro caso de sarampo no estado em 20 anos no início do mês de agosto. 

O Hemepar é composto por 22 unidades e recebe em média 800 doações por dia, no entanto, nos meses de frio há uma queda desse número.  A assessoria  destaca que a necessidade de sangue não acompanha essa queda do volume das doações. “A demanda continua a mesma, as cirurgias continuam ocorrendo”, reforça a enfermeira do Hemepar, Renata Pavese. O Centro de Hematologia é responsável por 93% do estoque da rede pública de sangue, abastecendo 375 hospitais no Paraná. Do total de doadores, 45% são do sexo masculino e 38% do feminino. O maior percentual está na faixa etária acima de 29 anos. 

A orientação do Hemepar é quem for viajar para estados em que a incidência de doenças infectocontagiosas está alta deve se vacinar,  preferencialmente 15 dias antes. Quem  retornar dessas regiões com casos registrados fica impedida de doar sangue por 30 dias (contados do dia da volta).

SEM EPIDEMIA 

O caso de sarampo no Paraná é de  uma moradora de Campina Grande do Sul (Região Metropolitana de Curitiba) que havia viajado para São Paulo, estado com mais de 900 casos confirmados da doença. “Como a doença estava extinta, um caso confirmado laboratorialmente já é considerado surto. O Estado do Paraná está tomando as medidas para que não haja epidemia", explica Pavese. "Crianças que estão na faixa de idade de seis meses a menores de um ano de idade e forem deslocadas para Campina Grande do Sul, devem ser vacinadas”, acrescenta. Essa dose será contabilizada como extra e a criança deverá receber mais duas doses, uma aos 12 meses e outra com 15 meses de idade.

Os profissionais da área da saúde devem ser vacinados com as duas doses da tríplice viral em qualquer faixa etária, independente se atuam na atenção primária, secundária ou terciária. Quando ocorre suspeita ou a confirmação de sarampo a pessoa fica em isolamento e é realizado o bloqueio seletivo com a aplicação da vacina tríplice viral em todos que tiveram algum contato com esta pessoa. A ação busca interromper a cadeia de transmissão viral com a vacinação de todos os contatos. 

A Sesa garante que todas as UBS (Unidades Básicas de Saúde) possuem estoque de vacina suficiente para atender o Estado. A cobertura vacinal no Estado indica 89,8%, enquanto a meta do Programa Nacional de Imunização é que a cobertura vacinal chegue a 95%. 

A quem for ao Estado vizinho a recomendação é a atualização da carteira de vacinação. A vacina contra o sarampo integra o calendário nacional de vacinação. A primeira dose é aplicada aos 12 meses de vida e a segunda dose aos 15 meses na vacina tetra viral que previne sarampo, rubéola, caxumba e varicela/catapora. Quem tem até 29 anos deve receber duas doses para a imunização. Para a população entre 30 e 49 anos uma dose em qualquer momento da vida já é o suficiente. Em pessoas maiores de 50 anos a vacina é indicada apenas nos casos de bloqueio vacinal, após a exposição com casos de suspeita da doença ou confirmados. Pessoas imunodeprimidas, mulheres grávidas e menores de seis meses de idade não devem tomar a vacina. 

A Secretaria da Saúde do Paraná orienta a população a ficar atenta às datas da carteira de vacinação e aos registros de doses. Quem já tomou duas doses da vacina da tríplice está imunizado. A vacina está disponível em todas as unidades de saúde dos municípios. 

Caso não lembre se tomou a vacina e não tenha a carteira de vacinação a pessoa deve ir até a Unidade de Saúde para verificar se há registro e se não houver registro, a imunização deve ser realizada. 


Fonte: Folha de Londrina