• Redação Portal Povo

Como a moda consumista destrói o meio ambiente

Não podemos conviver com fibras sintéticas e fast fashion ao mesmo tempo, alerta a escritora de moda Dana Thomas no livro "Fashionopolis"



ENTRE 17% E 20% DA POLUIÇÃO DAS ÁGUAS EM TODO O MUNDO VÊM DA INDÚSTRIA DA MODA, SOBRETUDO DO TINGIMENTO (FOTO: PROBAL RASHID/LIGHTROCKET VIA GETTY IMAGES)


A moda, em certo sentido, dura para sempre. Afinal, mais de 60% da fibra usada globalmente na produção de roupas é sintética. Essas peças vão demorar décadas ou séculos para se decompor, mesmo se forem jogadas fora (não importa quantas pessoas as usem e reusem, por meio de doações e vendas de segunda mão). Parte das fibras vai ser incinerada, poluindo o ar, e outra parte vai terminar nos depósitos de lixo, nos oceanos e nos lagos. O problema se agrava com a ascensão das marcas de fast fashion, que incentivam ciclos de consumo mais rápidos. O alerta está no livro “Fashionopolis”, da jornalista Dana Thomas, americana que vive em Paris, escreve sobre moda há 30 anos e foi condecorada pelo governo francês em 2016 com a Ordem das Artes e Letras.



No livro, além de apontar os problemas ambientais provocados pela moda e pela indústria têxtil, Dana apresenta também as possibilidades do que chama de slow fashion – produção em pequena escala e com prioridade para matérias-primas locais. Apresenta diversos empreendedores atuando desse modo inovador, como Sarah Bello, produtora de anil (índigo), Natalie Chanin, designer de roupas de algodão, e a estilista Stella McCartney. A escritora também aponta as práticas da economia circular e da reciclagem como uma alternativa para o futuro da moda. O livro foi resenhado no jornal americano The New York Times.


fonte> época negócios