• Redação Portal do Povo

Cadeia de presos da Lava Jato tem rebelião e agentes feridos

José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, é um dos presos do Complexo Médico Penal (PR)



Uma rebelião foi iniciada nesta manhã no Complexo Médico Penal, de Pinhais (PR), presídio que abriga os presos da Lava Jato. A informação foi divulgada pelo Conselho da Comunidade de Curitiba, órgão vinculado à Justiça e responsável pela fiscalização de prisões, e depois confirmada pela Sesp (Secretaria de Segurança Pública do Paraná). Segundo a secretaria, dois agentes penitenciários se feriram, mas receberam atendimento e passam bem.


De acordo com a nota divulgada pela Sesp, ao final da manhã, durante a retirada de um detento para atendimento médico, houve uma tentativa dos presos de fazer um agente penitenciário como refém. "No entanto, usando os protocolos de atuação e de segurança, a situação foi controlada em minutos, e a unidade está estabilizada", informou.


O Conselho da Comunidade chegou a informar que a rebelião tinha atingido a galeria 4 do Complexo Médico. O espaço tem capacidade para abrigar 76 detentos. Tinha 200. O Depen (Departamento Penitenciário) do Paraná, contudo, nega a informação. Disse que a rebelião ocorreu na galeria 3 e que "ela não está superlotada, ou seja, está dentro da capacidade". Do lado de fora do complexo médico, não é possível ver qualquer sinal de revolta de detentos.


Apesar disso, agentes do SOE (Seção de Operações Especiais) da Polícia Civil armados e de capacete estão circulando pelo presídio. Os presos da Lava Jato estão hoje ocupando a sala de um hospital do complexo. Muitos têm diploma de curso superior. Por isso, estão detidos em celas especiais, separadas das demais galerias.


Hoje é dia de visitas no Complexo Médico Penal. Existe a preocupação de que familiares de presos possam ter sido feitos de reféns na rebelião, informação não mencionada na nota da Sesp.


A entrada de prestadores de serviço já foi barrada por agentes penitenciários. Estão presos no CMP o ex-ministro José Dirceu, ex-presidente do Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, e o ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro.


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