• Redação Portal Povo

Apesar de proibição em lei, fiscalização de linha chilena em Londrina não existe




Acidentes com linhas chilenas ou com cerol continuam vitimando motociclistas em Londrina, mesmo com uma lei municipal proibindo a venda desses produtos em vigor. A reportagem da Paiquerê 91,7 apurou que a fiscalização, que seria de responsabilidade da Vigilância Sanitária, não acontece na cidade e até hoje não houve punição.


Tailâne Gonçalves dos Santos teve cortes profundos no rosto, que quase chegaram ao globo ocular no dia 25 do mês passado. Ela estava na garupa de uma moto na PR-445, na saída para Curitiba, quando foi atingida pela linha. A lei 12.664/2018, de autoria do vereador João Martins (PSL), prevê apreensão do material em caso de comercialização ou fabricação no município.


Porém, a diretora da Vigilância Sanitária, Sônia Fernandes, explicou que o órgão não tem recurso humano suficiente e são prioridades fiscalizações em hospitais, restaurantes e outros comércios. Ela preferiu não gravar entrevista sobre o assunto. Já o parlamentar disse que buscará por alternativas.


“Não está funcionando. Vamos conversar com a Secretaria Municipal de Educação porque é importante que os professores transmitam essa lei para os alunos, a maioria que solta pipa são as crianças das escolas. Vamos reforçar também um convite com a Vigilância e com o Pedro Ramos, para ver se a Guarda Municipal também entra nessa parada” JOÃO MARTINS

A comercialização desse material é comum em Londrina. A reportagem apurou que 100 metros da linha chinela custam em média R$ 5 ou existe a opção de 20 metros do material por R$ 20. O cenário pode piorar, já que outro modelo de linha mais forte já chegou ao mercado londrinense. Diversos praticantes utilizam uma linha conhecida como indonésia, que ainda não é tão comum, mas é cinco vezes mais forte e transparente, custando em média R$ 0,80 o metro.


Caso chama atenção em Ibiporã

Após se envolver em um acidente com linha de pipa e quase perder a vida, o motociclista David Andretti foi até a delegacia e registrou um Boletim de Ocorrência por lesão corporal. Ele concedeu entrevista na semana passada e explicou como foi a ocorrência. O delegado Vitor Dutra pede ajuda da população para denunciar o responsável pela pipa. Ele ressaltou que se trata de crime de lesão corporal culposa.


“Essas linhas são utilizadas indevidamente por parte dessas pessoas que empinam pipa, que vem causando vários danos. Podem ser responsabilizadas criminalmente. Novas vítimas podem procurar a polícia para registrar o Boletim de Ocorrência” VITOR DUTRA

FONTE: Paiquere