• Redação Portal do Povo

A Origem do Banho



É quase impensável sairmos hoje de casa sem tomar pelo menos uma revigorante ducha, que consegue rapidamente revitalizar todo o nosso organismo após uma noite de inércia. E apesar de os inúmeros hábitos higiênicos a que nos fomos acostumando serem considerados relativamente recentes, a verdade é que o banho é uma cultura bem antiga através do tempo.

Teremos que recuar ao tempo do antigo Egito onde documentos com mais de 3000 anos atestam o costume de tomar banho e numa média de 3 diários, como um ritual sagrado no sentido de purificar o espírito através do corpo. Essa prática ajudou, segundo estudiosos, a afastar a civilização egípcia de pragas e de algumas doenças comuns na época.

Para os gregos, por influência da civilização cretense, os banhos intercalavam a realização de banquetes e festins. A ligação à água era mesmo uma parte da filosofia educacional grega em relação à sua juventude considerando-se ser tão importante saber ler como saber nadar. A influência grega foi visível na civilização romana que aprimorou a ideia com a criação das conhecidas termas, constituídas por edifícios divididos em piscinas, saunas e vestiários. Tornaram-se as pioneiras das atuais estações de lazer, mais conhecidas como SPA’s, possuindo já nesse tempo restaurantes, jardins e bibliotecas.

Entre os séculos XI e XIII as Cruzadas vieram ajudar a que os valores higiênicos voltassem a ter um certo peso na parte final da era medieval, voltando a ser um hábito mais regular e popular. Mas os séculos XVI e XVII trouxeram outro retrocesso quanto ao hábito dos banhos regulares. Curiosamente foi a classe médica que muito contribuiu para isso acreditando que o excesso de banhos ajudava a alargar os poros da pele, tornando-os uma via facilitada de entrada para diversas doenças nefastas e fragilizando os indivíduos.


Demorou mais de um século para que o banho viesse a ser acreditado como um suporte de saúde mas mesmo assim com bastante resistência inicial.


Nos anos 30 era usual tomar banho só aos sábados, com a respectiva troca da roupa íntima.

Foi apenas com a reconstrução dos países derivada da destruição ocorrida na 2ª Guerra Mundial que se conseguiu propiciar a facilidade de se aquecer água e a criação de chuveiros nas casas por toda a Europa. Finalmente o banho voltava a ser um hábito higiênico comum e regular assegurando o nosso bem-estar físico e psicológico.

Curiosidades: – os gregos e romanos usavam uma espécie de espátula com cerca de 30 centímetros para esfregarem a pele que estava untada com um óleo verde. No caso de serem de classe social elevada essa limpeza era feita por escravos. – quando a família real portuguesa chegou ao Brasil em 1808, fez do município do Rio de Janeiro o primeiro a ter água canalizada. – perto do final do século 19 começaram a popularizar-se as banheiras portáteis, inicialmente entre a população inglesa. Quando um nobre decidia tomar banho, as suas empregadas transportavam a banheira para o seu quarto e enchiam-na com água aquecida.


Fonte: A Origem das Coisas